Até parar de bater... eu sigo sentindo o que não entendo, não prometo, não espero, não explico, não concedo, não interpreto, não quero, não anseio, não intrometo, não penso, não acomodo, não impressiono, não meço,não encontro, não perco, não acho, não sei...
sábado, 14 de janeiro de 2012
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Poema curto
Não precisa dizer em eterna linha que o amor faz.
Esse poema é curto, mas o longo alonga meu ser.
Transforma, edita, contrapõe, manifesta.
Em curta metragem, a nossa comédia vira drama e eu choro sem lágrimas.
Ao choro encardido, esfrego em pedra pume a noda do sair com o talvez.
Odeio o talvez. E talvez esse poema não seja mais curto....
É, o amor não mede. E linhas também não.
Esse poema é curto, mas o longo alonga meu ser.
Transforma, edita, contrapõe, manifesta.
Em curta metragem, a nossa comédia vira drama e eu choro sem lágrimas.
Ao choro encardido, esfrego em pedra pume a noda do sair com o talvez.
Odeio o talvez. E talvez esse poema não seja mais curto....
É, o amor não mede. E linhas também não.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
(...)
"E entregando-me com a confiança de pertencer ao desconhecido. Pois só posso rezar ao que não conheço. E só posso amar à evidência desconhecida das coisas, e só posso me agregar ao que desconheço. Só esta é que é uma entrega real.
E tal entrega é o único ultrapassamento que não me exclui. Eu estava agora tão maior que já não me via mais. Tão grande como uma paisagem ao longe. Eu era ao longe. Mas perceptível nas minhas mais últimas montanhas e nos meus mais remotos rios: a atualidade simultânea não me assustava mais, e na mais última extremidade de mim eu podia enfim sorrir sem nem ao menos sorrir. Enfim eu me estendia para além de minha sensibilidade.
O mundo independia de mim - esta era a confiança a que eu tinha chegado: o mundo independia de mim, e não estou entendendo o que estou dizendo, nunca! nunca mais compreenderei o que eu disser. Pois como poderia eu dizer sem que a palavra mentisse por mim? como poderei dizer senão timidamente assim: a vida se me é. A vida se me é, e eu não entendo o que digo. E então adoro".
(Trecho do livro: A paixão segundo G.H. - Clarice Lispector).
"E entregando-me com a confiança de pertencer ao desconhecido. Pois só posso rezar ao que não conheço. E só posso amar à evidência desconhecida das coisas, e só posso me agregar ao que desconheço. Só esta é que é uma entrega real.
E tal entrega é o único ultrapassamento que não me exclui. Eu estava agora tão maior que já não me via mais. Tão grande como uma paisagem ao longe. Eu era ao longe. Mas perceptível nas minhas mais últimas montanhas e nos meus mais remotos rios: a atualidade simultânea não me assustava mais, e na mais última extremidade de mim eu podia enfim sorrir sem nem ao menos sorrir. Enfim eu me estendia para além de minha sensibilidade.
O mundo independia de mim - esta era a confiança a que eu tinha chegado: o mundo independia de mim, e não estou entendendo o que estou dizendo, nunca! nunca mais compreenderei o que eu disser. Pois como poderia eu dizer sem que a palavra mentisse por mim? como poderei dizer senão timidamente assim: a vida se me é. A vida se me é, e eu não entendo o que digo. E então adoro".
(Trecho do livro: A paixão segundo G.H. - Clarice Lispector).
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Ao teu encontro, não meço instantes, o tempo é meu cúmplice e me deixa tão à vontade que o sorriso não cabe em meus lábios. E ao mesmo tempo não é meu nada ainda, são castelinhos em cada pedacinho, e faz de conta que tenho tudo arrrumadinho aqui dentro. Ao mesmo tempo, tempo não medido, cheiro de molhado, passos pausados, deixo o dia raiar, um de cada vez.
(...)
Sempre tem muitas reticências, deixe-se ir...
(...)
Sempre tem muitas reticências, deixe-se ir...
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
para começar o dia...
Você me chamou pra dançar aquele dia
Mas eu nunca sei rodar
Cada vez que eu girava parecia
Que a minha perna sucumbia de agonia
Em cada passo que eu dava nessa dança
Ia perdendo a esperança
Você sacou a minha esquizofrenia
E maneirou na condução
Toda vez que eu errava você dizia
Pr'eu me soltar porque você me conduzia
Mesmo sem jeito eu fui topando essa parada
E no final achei tranquilo
Só sei dançar com você
Isso é o que o amor faz
Só sei dançar com você
Isso é o que o amor faz
-Tulipa Ruiz - Só sei dançar com você -
(essa música não sai do meu coração.... );
Mas eu nunca sei rodar
Cada vez que eu girava parecia
Que a minha perna sucumbia de agonia
Em cada passo que eu dava nessa dança
Ia perdendo a esperança
Você sacou a minha esquizofrenia
E maneirou na condução
Toda vez que eu errava você dizia
Pr'eu me soltar porque você me conduzia
Mesmo sem jeito eu fui topando essa parada
E no final achei tranquilo
Só sei dançar com você
Isso é o que o amor faz
Só sei dançar com você
Isso é o que o amor faz
-Tulipa Ruiz - Só sei dançar com você -
(essa música não sai do meu coração.... );
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
A ti deixo meu silêncio.
No silêncio com chuva batendo no chão, cheiro de grama molhada, em plena oração, deixo a ti, em ação, o porvir.
Não terei pressa. Não serei a pressa. O correr é vasto demais para alcançar minha alma, então quando se corre demais, tudo não é seu - vasto mundo - pequena sobra.
A ti deixo meu percorrer.
Não é qualquer caminho, é estreito, sem flores grandes, sem sombra de árvores, sem castelos ou arco-íris em janelas. O caminho das pedras, que acharás a rocha. Em firme estado, se firmará nela.
A ti deixo tudo o que, agora, queria deixar. São enormes: Abraço apertado, pernas entrelaçadas, carinho, cafuné de madrugada, dança na chuva, em plena convicção, deixo a ti o que não posso entender.
Uma linha tênue, fina, esticada, olho no fundo dos teus olhos e não consigo ver. Atravesso. Caio. Escorrego. Me dá a sua mão?
Deixo a ti, a mais pura liberdade. O teu ser inunda a minha alma, e o meu ser abraça sorrisos. Que tal forma seja um eterno diálogo de comédias e teatros sem fim, com realidade, começo e estréias!
Deixo a ti, tanta coisa! Agora vou em busca do que me resta. Do que em meu caminho se cria. E com silêncio o verbo se torna adjetivo: Bonita menina! Aperfeiçoa-se!
Por: Mariana Nunes
No silêncio com chuva batendo no chão, cheiro de grama molhada, em plena oração, deixo a ti, em ação, o porvir.
Não terei pressa. Não serei a pressa. O correr é vasto demais para alcançar minha alma, então quando se corre demais, tudo não é seu - vasto mundo - pequena sobra.
A ti deixo meu percorrer.
Não é qualquer caminho, é estreito, sem flores grandes, sem sombra de árvores, sem castelos ou arco-íris em janelas. O caminho das pedras, que acharás a rocha. Em firme estado, se firmará nela.
A ti deixo tudo o que, agora, queria deixar. São enormes: Abraço apertado, pernas entrelaçadas, carinho, cafuné de madrugada, dança na chuva, em plena convicção, deixo a ti o que não posso entender.
Uma linha tênue, fina, esticada, olho no fundo dos teus olhos e não consigo ver. Atravesso. Caio. Escorrego. Me dá a sua mão?
Deixo a ti, a mais pura liberdade. O teu ser inunda a minha alma, e o meu ser abraça sorrisos. Que tal forma seja um eterno diálogo de comédias e teatros sem fim, com realidade, começo e estréias!
Deixo a ti, tanta coisa! Agora vou em busca do que me resta. Do que em meu caminho se cria. E com silêncio o verbo se torna adjetivo: Bonita menina! Aperfeiçoa-se!
Por: Mariana Nunes
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